Produção renovável aumenta em maio, mas regista-se forte saldo importador

Dados divulgados pela ADENE – Agência para a Energia

3 de junho, 2026
eólicas no outono
Crédito da Foto: Pixabay
Em maio, o consumo de eletricidade em Portugal aumentou 3,8% face ao mesmo mês homólogo, num contexto de elevada produção renovável, mas também de forte crescimento das importações.
As energias renováveis asseguraram 60,7% do consumo de eletricidade, enquanto as fontes não renováveis representaram 11,3%. Já o saldo importador atingiu 28%, evidenciando uma maior dependência do exterior para satisfazer a procura.

De acordo com a REN, a produção renovável apresentou a seguinte repartição: hídrica (20,1%), eólica (19,1%), solar fotovoltaica (16,5%) e biomassa (5,1%).

O mês ficou ainda marcado pelo desempenho do solar fotovoltaico, que registou a maior produção de sempre para um mês de maio e o terceiro valor mensal mais elevado desde que há registo, apenas ultrapassado por julho e agosto do ano passado.

Ainda assim, em termos homólogos, a produção total de eletricidade renovável diminuiu 16,6%, penalizada sobretudo pela quebra acentuada da produção hidroelétrica, que recuou 42,3%. Em contrapartida, as restantes tecnologias renováveis registaram ligeiros crescimentos.

A produção não renovável (essencialmente gás natural) caiu 27,9%, contribuindo para um aumento muito expressivo do saldo importador, que cresceu 355% face a maio de 2025.