O estado do investimento climático na Europa

Edição de 2026 sobre o investimento climático foi publicada pelo Instituto de Economia Climática (I4CE)

11 de junho, 2026
eólicas em vários terrenos, amarelo, verde e castanho
Crédito da Foto: Pixabay
Segundo o documento, a crise energética põe em evidência as vulnerabilidades estruturais da União Europeia (UE): acelerar o investimento em energias limpas e tecnologias de baixo carbono é fundamental para garantir a prosperidade económica, a independência energética e o poder de compra das famílias.
A nova crise energética, na sequência do que o Diretor Executivo da Agência Internacional de Energia descreve como «a maior ameaça à segurança energética global da história», volta a pôr em evidência a vulnerabilidade estrutural da UE face à dependência dos combustíveis fósseis. 
 
A subida vertiginosa dos preços do petróleo pesa cada vez mais sobre o poder de compra das famílias e compromete a segurança energética e a competitividade industrial da UE. 
 
Neste contexto, «uma economia livre de combustíveis fósseis já não é apenas um objetivo ambiental, mas também um imperativo económico estratégico. Acelerar o investimento em infraestruturas de baixo carbono, eletrificação, eficiência energética e tecnologias limpas (clean tech) reduzirá a dependência da UE dos combustíveis fósseis importados, reforçará a sua base industrial e protegerá os cidadãos de futuros choques nos preços da energia», lê-se no documento.
 
De acordo com o relatório, os investimentos na transição para uma economia de baixo carbono atingiram 534 mil milhões de euros em 2025, um valor muito abaixo dos 878 mil milhões de euros necessários para atingir as metas climáticas da UE até 2030.
 
A energia eólica, as redes elétricas e a renovação de edifícios continuam a ser subfinanciadas, enquanto a energia solar, o armazenamento em baterias e os postos de carregamento estão dentro do previsto.
 
Os investimentos em remodelações de edifícios também caíram 5% em 2025, devido à redução de certos programas de apoio público, principalmente no setor residencial.
 
Aceda ao relatório aqui.