Indicadores de confiança dos consumidores e de clima económico aumentam
Dados são de junho de 2026 e foram publicados pelo INE
2 de julho, 2026

Crédito da Foto: Magnific
O indicador de confiança dos Consumidores aumentou em maio e junho, após ter diminuído nos três meses anteriores, de forma significativa em março, e de ter registado em abril o valor mais baixo desde novembro de 2023.
A evolução do último mês resultou dos contributos positivos de todas as componentes: perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país, da realização de compras importantes por parte das famílias e da situação financeira do agregado familiar, assim como das opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar.
O saldo das apreciações sobre a evolução passada dos preços diminuiu nos dois últimos meses, após ter registado em abril o maior aumento desde maio de 2008. O saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços diminuiu entre abril e junho, depois dos aumentos observados nos três meses anteriores e de ter registado em março o valor mais elevado desde março de 2022.
O indicador de clima económico aumentou entre abril e junho, após ter diminuído no mês anterior, superando o nível observado no início do ano. Os indicadores de confiança aumentaram nos Serviços e no Comércio, tendo estabilizado na Indústria Transformadora e diminuído na Construção e Obras Públicas.
O indicador de confiança dos Serviços aumentou nos últimos dois meses, de forma ligeira em junho, refletindo os contributos positivos das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e das perspetivas relativas à evolução da procura. O indicador de confiança no Comércio também aumentou em junho, após ter diminuído no mês anterior, refletindo os contributos positivos das opiniões sobre o volume de vendas e das perspetivas sobre a atividade nos próximos três meses.
Na Indústria Transformadora, o indicador estabilizou, tendo o contributo positivo das opiniões sobre a evolução da procura global sido compensado pelos contributos negativos das perspetivas de produção e das apreciações relativas aos stocks de produtos acabados. Na Construção e Obras Públicas, o indicador de confiança diminuiu em junho, após ter aumentado nos dois meses precedentes, refletindo os contributos negativos de ambas as componentes: perspetivas de emprego e apreciações sobre a carteira de encomendas.
O saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda diminuiu em todos os setores, Serviços, Construção, Comércio e, particularmente, na Indústria Transformadora.