Sinais de desaceleração estendem-se a outubro no setor do alojamento turístico

Mercado interno com forte abrandamento

13 de dezembro de 2019
Sinais de desaceleração estendem-se a outubro no setor do alojamento turístico
Com o aumento da estada média dos turistas a assumir-se como uma das principais metas a atingir, tanto para o Governo para os empresários, os números referentes à atividade turística em outubro passado, divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), voltam a apontar para uma ligeira desaceleração. Assim, segundo o INE, em outubro, a estada média foi de 2,55 noites, o que traduz uma redução de reduziu-se 3,2%, tendo particularmente recuado 1,0% nos residentes e 4,7% nos estrangeiros.
O registo de recuos em outubro último estende-se ainda à taxa de ocupação, que foi de 48,7%, numa descida 1,2 pontos percentuais (p.p.). No mês anterior, em  setembro, já havia registado um recuo de 1,3 p.p..

Também as receitas totais desaceleraram para 5,4%, sendo que em setembro tinham registado uma subida de 6,8%, atingindo assim 387,9 milhões de euros. Já os proveitos por quarto, foram de 289,1 milhões de euros, tendo aumentado 6,7%, ligeiramnete abaixo dos 6,9% obtidos no mês anterior.

O INE apurou ainda que o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 50,3 euros, o que se traduziu num aumento de 2,2% (em setembro a subida foi de 1,7%) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 84,8 euros, num aumento de 3,1% (enquanto em setembro o crescimento foi de 2,8%).

As dormidas de residentes cresceram 0,1%, numa clara desaceleração já que em setembro o aumento foi de 4,6% em setembro, e e as de não residentes aumentaram 2,7%, quando em setembro a subida foi de 2,9%.

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