Portugal: um País de cidades cada vez mais inteligentes

Portugal Smart Cities Summit 2021

19 de novembro de 2021
Portugal Smart Cities Summit 2021
Soluções, projetos e tecnologias que marcam a diferença rumo a um Portugal mais inteligente. Foi tudo isto que trouxe o Portugal Smart Cities Summit 2021, que decorreu na Feira Internacional de Lisboa (FIL), de 16 a 18 de novembro. Revista O Instalador foi media partner do certame.
O certame já se tornou uma referência no segmento das smart cities em Portugal, com conferências, debates e uma montra de empresas que trilham o caminho das cidades inteligentes em Portugal.

Entre as temáticas debatidas, destaque para os desafios das cidades no futuro, a digitalização sustentável da sociedade, a economia digital mas também a descarbonização dos transportes, as oportunidades nos setores da água, ambiente, energia e resíduos.

Aspetos que se revelam cada vez mais importantes no grande desafio futuro da sustentabilidade integrada, sobretudo, se pensarmos que atualmente cerca de 55% da população mundial vive em cidades, e estima-se que este número chegue quase aos 70% até 2050.

Na sessão de abertura do Portugal Smart Cities Summit, Jorge Rocha de Matos, Presidente da Fundação AIP, vincou a importância de "relançar Portugal, depois desta pandemia, com cidades mais inteligentes, mais competitivas, tornando o País mais competitivo no quadro europeu".

A razão do investimento da Fundação AIP no certame radica no facto de a economia dos países e das regiões envolventes “se polarizarem cada vez mais nas cidades" que "já albergam mais de metade da população mundial e se prevê que, no horizonte de 2050, possa vir a representar 65% do total, a par de um forte crescimento das grandes mega cidades. E também é verdade que estas se apresentam como grandes catalisadoras económicas, sociais e tecnológicas atualmente”.

Rocha de Matos salientou que autarquias, empresas e cidadãos - agentes principais da feira - são atores "essenciais" para a mudança necessária e exigente que está em curso. No caso dos municípios, destacou, "eles são essenciais para contribuir para cidades mais conectadas, sociais e inclusivas".

á o ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, começou a sua intervenção por realçar a importância da COP26, que tinha terminado em Glasgow dias antes, e lembrou a relevância que as cidades têm na concretização dos objetivos do clima. "E torna-se mesmo muito relevante a importância que as cidades sempre tiveram na construção e nas transformações da História".

“Este esforço que temos de fazer para ter cidades neutras em carbono é essencial”, realçou, vincando que “só as cidades e as autarquias têm uma consciência maior sobre este esforço, não deixando ninguém para trás, escolhendo as soluções certas". Nesta medida, e aludindo aos transportes, o ministro lembrou que a oferta de serviços de transporte público coletivo que existe, por exemplo, em Lisboa e no Porto, "é a mesma que existia há dois anos. A procura é de apenas 60%". "É absolutamente essencial avançar com políticas que promovam a utilização do transporte público coletivo", alertou Matos Fernandes.  

O ministro afirmou que, para a indústria, "é claro este esforço de descarbonização", tal como "tem de ser claro para o mundo financeiro na cor do portfólio de que dispõe ao nível dos seus clientes".

Todas as conferências podem ser consultadas e visualizadas no canal de Youtube da FIL.

Fonte: oinstalador.com

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