Novo salário mínimo custa mil euros por mês às empresas

Somando as contribuições da Taxa Social Única e para o Fundo de Compensação do Trabalho

6 de janeiro de 2022
Salário mínimo custa mil euros por mês às empresas
Somando apenas as contribuições da Taxa Social Única (TSU) e para o Fundo de Compensação do Trabalho (FCT), a despesa mensal com um salário de 705 euros é de 991,48; considerando o 13º e 14º meses, esta ultrapassa os mil euros, aponta a análise da BA&N.
A subida do salário mínimo para os 705 euros vai representar custos de quase mil euros para os empregadores, valor que é mesmo ultrapassado quando contabilizadas a Taxa Social Única (TSU) e os subsídios de férias e Natal, revela uma análise da BA&N Research Unit.

Segundo este estudo, aos 705 euros pagos a cada trabalhador que aufira o salário mínimo nacional correspondem, na realidade, 991,48 euros pagos pelo empregador. Isto porque acrescem àquele montante os 167,44 referentes à TSU a ser paga pelos patrões, e um subsídio de alimentação que, para efeitos desta análise, foi assumido como sendo de 4,77 euros ao dia e, portanto, 167,44 euros ao final do mês.

Faltam ainda 7,05 euros para o Fundo de Compensação do Trabalho (FCT), que correspondem a 1% do salário auferido, e igual montante do seguro de trabalho. Assim, no total, a despesa com um mês de salário mínimo perfaz os 991,48 euros.

O montante cresce se forem levados em conta os 13º e 14º meses. Fruto dos subsídios de Natal e férias, os empresários nacionais terão de pagar a cada trabalhador 14 salários mínimos e as correspondentes TSU e FCT, além de doze prémios de seguro e onze subsídios de alimentação, visto que este não é pago no período de férias. Dividindo este valor pelos doze meses do ano, o custo mensal médio de um trabalhador com o salário mínimo é de 1.130 euros, perfazendo 13.565 euros anuais.

O mais baixo nível de remuneração deverá chegar a 880 mil trabalhadores em 2022, estima a BA&N, pelo que o acréscimo na despesa total dos empregadores nacionais será de 600 milhões. Ainda assim, parte deste valor recairá no próprio Estado, que emprega 110 mil pessoas nestas condições; os restantes 90% serão referentes ao sector privado.

A análise da BA&N calcula ainda que um salário base de 2.700 euros representa para o empregador uma despesa de 4.057 euros, contemplando já os 14 salários, TSU e FCT associadas e subsídio de alimentação. Desta remuneração bruta, o trabalhador recebe, em termos líquidos, 1.805 euros, o que significa que o Estado arrecada 47,6% do valor total pago pela empresa.

Fonte: jornaleconomico.sapo.pt

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