Portugal está há quatro meses sob ataques informáticos

Vários setores e milhões de cidadãos foram afetados

18 de março de 2022
Portugal está há quatro meses sob ataque de piratas informáticos
Portugal está há cerca de quatro meses, desde dezembro, sob ataque de piratas informáticos estrangeiros, que visam apenas sabotar os sistemas de informação para destruir dados.
Segundo a mesma publicação, os ataques dos últimos meses, como o mais recente à Vodafone e o anterior ao grupo Impresa, destacam-se pela eliminação sistemática de informação e paralisação de serviços e não têm um objetivo lucrativo, como acontecia anteriormente.

Apesar de ainda não haver conclusões definitivas, tudo indica que a estratégia atual passa por sabotar o funcionamento de áreas sensíveis e mediáticas, mostrando que os hackers conseguem afetar o funcionamento de um país, adianta o jornal.

O ciberataque à Vodafone é um exemplo disso, uma vez que acabou por ter impacto em muitos organismos e infraestruturas: INEM, bombeiros, bancos, distribuição de bens, empresas, Comunicação Social, vários setores do Estado e milhões de cidadãos foram afetados.

Para os especialistas em cibersegurança, esta persistência em atacar os sistemas, revela que “Portugal está a ser alvo de um ataque orquestrado, sem precedentes e que não será perpetrado por piratas nacionais”, escreve o ‘Expresso’.

“Pode-se enquadrar este ataque num contexto geoestratégico. Portugal é um país da NATO e pode haver quem queira testar as nossas fragilidades internas, neste contexto de ciberguerra”, refere José Tribolet, professor catedrático de sistemas de informação, citado pelo jornal.

Recorde-se que a Vodafone assumiu ontem que foi alvo de um ciberataque na segunda-feira e disse que não tem indícios de que os dados de clientes tenham sido acedidos e/ou comprometidos, estando determinada em repor a normalidade dos serviços.

Numa nota divulgada, a empresa lamentou os transtornos causados aos clientes e informou que tem “uma equipa experiente” de profissionais de cibersegurança que, em conjunto com as autoridades competentes, está a realizar uma investigação aprofundada “para perceber e ultrapassar a situação”.

O CEO da Vodafone, Mário Vaz, disse esta terça-feira que na análise efetuada, “detetámos que a situação teve origem num ato terrorista e criminoso dirigido à nossa rede. Um ato que tornou indisponível os nossos serviços”.

“O objetivo deste ataque foi claramente tornar indisponível a nossa rede, com um nível de gravidade que dificulta ao máximo a recuperação dos serviços”, sublinhou.

Adicionar comentário