Indicador de confiança dos consumidores aumenta e clima económico diminui
Inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores. Dados são de julho de 2026.
4 de agosto, 2026

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Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos Consumidores aumentou entre maio e julho, após ter diminuído nos três meses anteriores, de forma significativa em março, e de ter registado em abril o valor mais baixo desde novembro de 2023. A evolução do último mês resultou dos contributos positivos das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país, da situação financeira do agregado familiar e da realização de compras importantes por parte das famílias. Em sentido contrário, as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar registaram um contributo negativo.
O saldo das apreciações sobre a evolução passada dos preços diminuiu nos últimos três meses, após ter registado em abril o maior aumento desde maio de 2008. O saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços diminuiu entre abril e julho, depois dos aumentos observados nos três meses anteriores e de ter registado em março o valor mais elevado desde março de 2022.
O indicador de clima económico diminuiu tenuemente em julho, após ter aumentado nos dois meses anteriores. Os indicadores de confiança aumentaram na Construção e Obras Públicas e na Indústria Transformadora, tendo diminuído no Comércio e nos Serviços.
O indicador da Construção e Obras Públicas aumentou em julho, após ter diminuído no mês anterior, registando contributos positivos de ambas as componentes: perspetivas de emprego e apreciações sobre a carteira de encomendas. Na Indústria Transformadora, o indicador também aumentou em julho, embora tenuemente, após ter estabilizado no mês anterior, em consequência do contributo positivo das perspetivas de produção. Contrariamente, o indicador de confiança no Comércio diminuiu em julho, após ter aumentado no mês anterior, refletindo os contributos negativos das opiniões sobre o volume de vendas e das perspetivas sobre a atividade nos próximos três meses. O indicador de confiança dos Serviços também diminuiu em julho, após ter aumentado nos dois meses anteriores, refletindo os contributos negativos das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e das perspetivas relativas à evolução da procura.
O saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda diminuiu em todos os setores, no Comércio, na Indústria Transformadora, nos Serviços e na Construção.