Inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores

Indicador de confiança dos Consumidores diminui e indicador de clima económico aumenta

2 de setembro, 2026
edifício azul envidraçado em bico
Crédito da Foto: Pixabay
De acordo com o INE – Instituto Nacional de Estatística, o indicador de confiança dos Consumidores diminuiu em agosto, após ter aumentado entre maio e julho. A evolução do último mês resultou dos contributos negativos das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país, da realização de compras importantes por parte das famílias e da situação financeira do agregado familiar. Em sentido contrário, as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar registaram um contributo positivo. 
O saldo das apreciações sobre a evolução passada dos preços diminuiu nos últimos quatro meses, após ter registado em abril o maior aumento desde maio de 2008. O saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços aumentou em agosto, depois de ter diminuído entre abril e julho.

O indicador de clima económico aumentou em agosto, após ter diminuído no mês precedente. Os indicadores de confiança aumentaram na Construção e Obras Públicas e nos Serviços, tendo diminuído no Comércio e na Indústria Transformadora.

O indicador da Construção e Obras Públicas aumentou nos dois últimos meses, após ter diminuído em junho, registando o valor mais elevado desde janeiro de 2002, em resultado dos contributos positivos de ambas as componentes: perspetivas de emprego e apreciações sobre a carteira de encomendas. 

O indicador de confiança dos Serviços também aumentou em agosto, após ter diminuído no mês precedente, refletindo apenas o contributo positivo das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas. 

Contrariamente, o indicador de confiança no Comércio diminuiu em julho e agosto, após ter aumentado em junho, refletindo os contributos negativos das apreciações sobre o volume de stocks atual e das perspetivas sobre a atividade nos próximos três meses. Na Indústria Transformadora, o indicador diminuiu em julho e agosto, após ter estabilizado nos dois meses precedentes, resultando apenas do contributo negativo das perspetivas de produção.

O saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentou no Comércio, na Indústria Transformadora e na Construção, tendo diminuído nos Serviços.