Bruxelas apoia a indústria de baterias eléctricas

15 de outubro de 2018
A União Europeia está preocupada com o futuro do sector automóvel, o qual prevê que seja "eléctrico". Neste sentido, Bruxelas incentiva os Estados-membros a concorrer a milhares de milhões em fundos que querem apoiar até a construção de uma "gigafábrica" como a da Tesla.
A União Europeia planeia conceder apoios de milhares de milhões de euros para co-financiar empresas que se proponham a construir fábricas de baterias eléctricas de grande dimensão, avança o Financial Times. Para além disto, Bruxelas quer dedicar fundos para a investigação neste campo.

"Sabemos claramente que o futuro é eléctrico e temos simplesmente de nos adiantar nesta tecnologia", declarou o vice-presidente para a Energia na Comissão Europeia, Maros Sefcovic (na foto). O mesmo responsável adiantou que existem de momento 260 empresas envolvidas ao longo da cadeia de produção e quatro grupos aspiram construir uma "gigafábrica", algo equivalente àquela detida pela Tesla no Nevada, EUA.

Esta prioridade de Bruxelas já havia sido avançada há um ano pela voz do comissário. Agora, as intenções vocalizadas na altura ganham forma através de cinco tipos de financiamento: os fundos para investigação até 2020 vão dispensar 200 milhões de euros para projectos de baterias eléctricas; 800 milhões estarão disponíveis para a construção de instalações e as regiões interessadas em desenvolver a indústria podem concorrer ao fundo de 22 mil milhões de euros. Por fim, O Fundo Europeu para o Investimento Estratégico, gerido pelo Banco de Investimento Europeu, poderá atribuir milhares de milhões em co-financiamentos para construir a referida "gigafábrica".

A opção por apoiar a indústria resulta de uma preocupação com a indústria automóvel europeia, que emprega actualmente 13 milhões de cidadãos e está dependente de baterias provenientes da Ásia.

A Bloomberg estima que 80% da produção de baterias esteja concentrada no continente asiático. A China é responsável por 69% da produção mundial, seguida dos Estados Unidos com uma fatia de apenas 15% e a Europa, com 4%, fica atrás da Coreia do Sul e do Japão.

O CEO da Renault-Nissan-Mitsubishi defende que a indústria automóvel "não poderá continuar a prosperar" a não ser que crie a sua própria capacidade.

Fonte: Jornal de Negócios

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