Crescimento da economia dispara 15,5% no 2º trimestre

Economia registou o maior crescimento homólogo entre abril e junho desde 1996

30 de julho de 2021
Crescimento da economia dispara 15,5% no segundo trimestre
A economia portuguesa cresceu 15,5%, em termos homólogos, no segundo trimestre do ano, refletindo sobretudo o efeito base do ano passado, revela a estimativa rápida publica esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Os dados do organismo de estatística apontam ainda para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,9% em cadeia, ou seja, em relação ao último trimestre do ano passado.


A recuperação da economia em termos trimestrais face ao período homólogo foi um novo recorde, desde pelo menos 1996 – data do início de série do INE -, sendo principalmente “influenciada por um efeito base, uma vez que as restrições sobre a atividade económica em consequência da pandemia se fizeram sentir de forma mais intensa nos primeiros dois meses do segundo trimestre de 2020, conduzindo então a uma contração sem precedente da atividade económica”.

Olhando para o desempenho da economia entre abril e junho face a igual período do ano passado verifica-se que o contributo positivo da procura interna se acentuou e o contributo da procura externa líquida foi menos negativo no segundo trimestre, como resultado sobretudo do aumento mais significativo das exportações de bens. O INE destaca ainda que no segundo trimestre deste ano, em termos homólogos, “se registou uma perda nos termos de troca, tendo o comportamento do deflator das importações sido influenciado, em larga medida, pelo crescimento pronunciado dos preços dos produtos energéticos”.

Comparativamente com o primeiro trimestre deste ano, o PIB aumentou 4,9% em volume, “mais que compensando a variação em cadeia negativa (-3,2%) observada nesse trimestre”.

“Note-se que, no início do ano, se verificou um confinamento geral devido ao agravamento da pandemia, seguindo-se um plano de reabertura gradual a partir de meados de março”, assinala o INE, explicando, assim, que este resultado” traduziu, em larga medida, o contributo positivo expressivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB”, após ter sido negativo no primeiro trimestre. “Em menor grau, refletiu ainda um contributo da procura externa líquida menos negativo no segundo trimestre de 2021”, vinca.

Nos primeiros três meses do ano, tinha-se verificado uma quebra de 5,4% da economia face ao mesmo período de 2020, refletindo os efeitos do confinamento geral, e um recuo de 3,3% em cadeia. O Governo inscreveu no Programa de Estabilidade um crescimento da economia de 4%, mas o ministro das Finanças, João Leão, já sinalizou que a expansão do PIB pode ser superior.

Fonte: jornaleconomico.sapo.pt

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