Os efeitos das tempestades do início de 2026 trouxeram o tema dos seguros de casa de volta ao debate mediático e às preocupações dos portugueses. Na plataforma da MUDEY, onde é possível ver diferentes opções de seguro, o número de pedidos de cotação para o Seguro Multirriscos Habitação aumentou 96% nos primeiros dois meses do ano, comparando a igual período de 2025.
Os dados da mediadora de seguros portuguesa e 100% digital mostram que o capital médio segurado, isto é, o valor máximo que a seguradora paga para reparar ou reconstruir a casa em caso de sinistro, é de 233.601€ e que o cliente-tipo que procura este seguro tem entre 30 e 59 anos, faixa etária que representa 83% dos pedidos.
Entre as coberturas adicionais mais solicitadas, destacam-se os danos por água, presentes em 89% das simulações, e os riscos elétricos, incluídos em 80%, frequentemente pedidos em conjunto.
No caso da cobertura de fenómenos sísmicos, os dados mostram diferenças relevantes consoante a localização do imóvel. Nas zonas de maior risco, como Lisboa, Setúbal e Faro, 72% dos clientes pedem a inclusão desta proteção, enquanto nas restantes zonas do país essa percentagem desce para 53%.
«Apesar do interesse nas coberturas de Fenómenos Sísmicos, o número de simulações com esta proteção é significativamente superior à sua contratação real. Isto indica que muitos consumidores reconhecem o risco, mas acabam por abdicar quando o impacto no valor final se torna mais evidente», explica Ana Teixeira, cofundadora da MUDEY, citada em comunicado.
Estudo nacional sobre Seguro Multirriscos Habitação
Para aprofundar os dados sobre a perceção dos consumidores em relação ao Seguro Multirriscos Habitação, a MUDEY lançou um inquérito a nível nacional. O estudo pretende perceber não só o que os portugueses sabem sobre o tema, mas também a utilização que fazem do seguro da casa, incluindo a perceção do valor, risco e obrigatoriedade, motivos de contratação, grau de confiança e satisfação.
O inquérito online decorre neste
link, até 19 de abril. É aberto a todos os residentes em Portugal com mais de 18 anos, independentemente de viverem em moradia ou apartamento, em casa própria ou arrendada, de terem ou não seguros contratualizados.