Saldo da economia aumentou 0,4 pontos percentuais para 2,5% do PIB
Dados são do INE e reportam ao 4.º trimestre de 2025
27 de março, 2026

Crédito da Foto: Pixabay
A economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no 4º trimestre de 2025, traduzindo um aumento de 0,4 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior.
O Rendimento Nacional Bruto (RNB) e o Rendimento Disponível Bruto (RDB) aumentaram 1,6% e 1,7%, respetivamente. O aumento do saldo da economia refletiu essencialmente a melhoria do saldo das Administrações Públicas.
O RDB das Famílias aumentou 1,3% face ao trimestre anterior, verificando-se crescimentos de 1,7% e 1,3% nas remunerações recebidas e no Valor Acrescentado Bruto (VAB), respetivamente. O crescimento do RDB, conjugado com o aumento de 1,4% da despesa de consumo final (1,6% no trimestre precedente), determinou uma taxa de poupança das Famílias de 12,1% (menos 0.1 p.p. que no trimestre anterior).
A capacidade de financiamento das Famílias fixou-se em 3,9% do PIB (menos 0,1 p.p. que no trimestre precedente), refletindo um aumento da Poupança inferior ao do investimento. Em termos reais, o RDB ajustado per capita das Famílias aumentou 0,3% no 4º trimestre de 2025 (menos 0,4 p.p. que no trimestre precedente).
O saldo das Sociedades Não Financeiras (SNF) aumentou em 0,1 p.p. no 4º trimestre de 2025, fixando-se em -3,5% do PIB. O VAB e as remunerações pagas aumentaram 1,7 e 1,8%, respetivamente, enquanto a FBC cresceu 0,5%. Por sua vez, a capacidade de financiamento das Sociedades Financeiras fixou-se em 1,4% do PIB (menos 0,1 p.p. que no trimestre anterior).
O saldo do setor das Administrações Públicas (AP) manteve-se positivo, fixando-se em 0,7% do PIB no ano terminado no 4º trimestre de 2025 (0,6% no final de 2024), mais 0,5 p.p. que o observado no trimestre anterior. Considerando os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 4º trimestre de 2025 atingiu -2 425 milhões de euros, correspondendo a -3,0% do PIB, o que compara com -5,0% no período homólogo. Face ao mesmo período do ano anterior, verificou-se um aumento de 7,8% da receita total e de 3,3% da despesa total.