Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre 2022-2024, 42,5% das empresas desenvolveram algum tipo de atividades de inovação, resultado que compara com 44,7% entre 2020-2022, 48,0% entre 2018-2020 e 32,4% entre 2016-2018. Por tipo de inovação, 24,3% das empresas introduziram inovação de produto (bens ou serviços) e 37,6% introduziram inovação de processo (22,6% e 40,4%, pela mesma ordem, no período 2020-2022).
A incidência da inovação varia significativamente com a dimensão das empresas: 78,7% das empresas com 250 ou mais pessoas eram inovadoras, no escalão de 10 a 249 pessoas ao serviço, a percentagem de empresas com atividades de inovação foi de 41,7%. Por atividade económica, o setor da Informação e comunicação (68,9%) foi o que registou a maior proporção de empresas inovadoras, seguindo-se o dos Serviços financeiros (59,7%), o do Comércio (45,4%) e da Indústria e energia (45,1%).
No mesmo período, 59,6% das empresas inovadoras introduziram inovações com benefícios ambientais obtidos na empresa e/ou durante o consumo ou uso dos bens ou serviços pelo utilizador final, sendo que para 57,3% foram inovações com benefícios ambientais obtidos na empresa e para 48,7% foram inovações com benefícios obtidos durante o consumo ou uso dos bens ou serviços pelo utilizador final.
8,4% das empresas eram simultaneamente inovadoras e cooperaram com outras empresas ou organizações em atividades de I&D ou em outras atividades de inovação, entre 2022-2024.
Em 2024, a despesa total com atividades de inovação atingiu 4 865 milhões de euros, mais 25,3% face ao valor de 2022. Este resultado representou cerca de 1,0% do total do volume de negócios das empresas (proporção idêntica à de 2022).
14,9% do volume de negócios das empresas, em 2024, resultou da introdução de produtos novos ou melhorados (-0,3 p.p. face a 2022), sendo que 11,9% resultou da introdução de bens ou serviços novos para a empresa e 3,0% da introdução de bens ou serviços novos para o mercado (10,8% e 4,4% em 2022, respetivamente).
Entre 2022-2024, 62,6% das empresas atribuíram um grau de importância elevado ao foco na qualidade elevada (liderança pela qualidade) como estratégia para o seu desempenho económico.
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