O saldo da economia fixou-se em 2,3 pontos percentuais do PIB
Dados são do INE e respeitam ao 2.º trimestre de 2026
28 de setembro, 2026

Crédito da Foto: Pixabay
A economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no 2º trimestre de 2026, traduzindo uma diminuição de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior.
O Rendimento Nacional Bruto (RNB) e o Rendimento Disponível Bruto (RDB) aumentaram 1,5%. A ligeira diminuição do saldo da economia foi determinada pela redução dos saldos das Famílias e das Sociedades Financeiras.
O RDB das Famílias aumentou 1,4% face ao trimestre anterior, como resultado do crescimento de 1,6% das remunerações, secundado pelos aumentos do Valor Acrescentado Bruto (VAB) e das prestações sociais recebidas. O crescimento do RDB, conjugado com o aumento de 1,7% da despesa de consumo final (1,3% no trimestre precedente), determinou uma taxa de poupança das Famílias de 12,1%. A capacidade de financiamento das Famílias fixou-se em 4,1% do PIB (menos 0,2 p.p. que no trimestre precedente), refletindo a redução da Poupança e o aumento da Formação Bruta de Capital (FBC).
O saldo das Sociedades Não Financeiras (SNF) aumentou em 0,3 p.p. no 2º trimestre de 2026, fixando-se em -3,0% do PIB. O VAB e as remunerações pagas aumentaram 1,8% e 1,7%, respetivamente, enquanto a FBC cresceu 2,1%. A capacidade de financiamento das Sociedades Financeiras fixou-se em 0,7% do PIB (menos 0,2 p.p. que no trimestre anterior).
O saldo do setor das Administrações Públicas (AP) manteve-se positivo no ano acabado no trimestre, fixando-se em 0,5% do PIB no 2º trimestre de 2026, idêntico ao observado no trimestre anterior. Considerando os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 2º trimestre de 2026 fixou-se em 1 325 milhões de euros, correspondendo a 1,6% do PIB, o que compara com 1,7% no período homólogo. Face ao mesmo período do ano anterior, verificou-se um aumento de 6,9% da receita total e de 7,0% da despesa total.