Novo coronavírus. Que cuidados a ter?

Reunimos aqui um conjunto de informações importantes

13 de março de 2020
Novo coronavírus. Que cuidados a ter?
Ainda não há informação suficiente sobre a forma exata de transmissão entre humanos, mas o vírus Covid-19 parece ser transmitido por via respiratória, através de pequenas gotículas do nariz ou da boca expelidas por tosse, espirros ou secreções de pessoas infetadas. Por isso, a OMS considera importante manter uma distância superior a um metro de uma pessoa doente.
Essas gotículas podem também permanecer em objetos e em superfícies. Se as pessoas tocarem ou tiverem contacto com esses objetos ou superfícies contaminadas e depois tocarem nos olhos, no nariz ou na boca, podem ficar infetadas.

Há indicação de que pode haver transmissão do vírus mesmo antes de os sintomas se manifestarem.

Os estudos realizados sugerem que o vírus que causa a doença denominada Covid-19 é transmitido principalmente pelo contato com gotículas respiratórias e não pelo ar.


O risco de transmissão através das fezes também é uma possibilidade, embora seja mínimo. As investigações iniciais sugeriam que o vírus podia estar presente nas fezes em alguns casos, mas não é a forma de transmissão principal.

O vírus sobrevive ao encontrar um “hospedeiro” e usa as suas células vivas para se replicar. Quando um vírus invade um hospedeiro, entra nas células e “sequestra” os sistemas naturais de produção de células para fazer novas cópias de si próprio – ou seja, replica-se.

Este processo de replicação pode resultar em pequenos erros ou alterações na produção dos novos vírus, levando a uma mutação.


Sistomas

As pessoas infetadas com coronavírus podem apresentar, principalmente, sinais e sintomas de infeção respiratória aguda como febre, tosse, tosse seca, cansaço, dores musculares e dificuldade respiratória. Nos casos mais graves pode levar a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos, septicemia e eventual morte - até agora, só dois por cento dos doentes morreram com Covid-19.

Alguns doentes podem ter também congestão e corrimento nasal, dor de garganta ou diarreia. Contudo, todos estes sintomas são normalmente leves e aparecem gradualmente.

Algumas pessoas, no entanto, estão infetadas mas não apresentam sintomas nem se sentem mal. E a maioria das pessoas (cerca de 80 por cento) recupera da doença sem necessitar de um tratamento especial.


Prevenção


Uma vez que a transmissão ocorre através de gotículas e das vias respiratórias, a prevenção passa essencialmente por medidas de higiene e etiqueta respiratória. O vírus entra no corpo através dos olhos, nariz e boca, portanto, evite tocá-los com as mãos não lavadas.

Nas áreas afetadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas para reduzir a exposição e transmissão da doença:
  • Lave frequentemente as mãos
  • Higienize ou desinfete as mãos sempre que se assoar, espirrar e tossir
  • Tape o nariz e a boca quando espirrar ou tossir
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca
  • Siga as regras gerais de higiene alimentar
  • Evite contacto próximo com pessoas com febre ou tosse
  • Mantenha pelo menos um metro de distância entre si e qualquer pessoa que esteja a tossir ou espirrar 
  • Deve ainda evitar-se contacto direto com animais vivos em mercado ou áreas afetadas pelo surto
Uma forma de prevenir e evitar a transmissão do vírus: em caso de dúvida, fique em casa, se não se sentir bem ou apresentar algum sintoma, e contacte o SNS24. E, caso desenvolva febre, tosse ou dificuldade respiratória, procure orientação médica imediatamente.


Estive em contacto com alguém infetado. E agora?

Se esteve próximo ou contactou de perto com alguém a quem foi diagnosticada infeção Covid-19, alerte as autoridades de saúde pública da sua região para poder receber orientações sobre o que deve fazer. Se desenvolver algum sintoma, é importante contactar o SNS24, mencionando sempre que esteve em contato com alguém infetado.


Devo usar máscara para me proteger?

Pessoas sem sintomas respiratórios, como tosse por exemplo, não precisam de usar máscara médica. As máscaras de proteção ajudam a prevenir a disseminação de infeções e ajudam a proteger quem está doente, mas o seu uso não parece ser eficiente para quem não está doente.

Face à situação atual em Portugal, não está ainda indicado o uso de máscara para proteção individual, exceto pessoas com sintomas de infeção respiratória (tosse ou espirros); suspeitos de infeção pelo novo coronavírus; pessoas que prestem cuidados a suspeitos de infeção e profissionais de saúde e pessoas que cuidam de alguém (em casa ou em um estabelecimentos de saúde), mesmo que não sejam suspeitos de infeção deste vírus.


Vírus em objetos, superfícies ou encomendas

A transmissão do novo coronavírus acontece, essencialmente, através de gotículas respiratórias. Um dos riscos é a contaminação de superfícies e objetos e o contacto direto, com as mãos, com estes.

Não é certo quanto tempo o vírus pode sobreviver nas superfícies e objetos, mas segundo os investigadores comporta-se como outros coronavírus e, por isso, pode persistir nas superfícies por algumas horas ou até vários dias. No entanto, esta sobrevivência pode variar consoante diversas condições (por exemplo, tipo de superfície, temperatura ou humidade do ambiente).

De forma a prevenir a infeção e a sua propagação, limpe as superfícies, sempre que possível, com um desinfetante simples, higienize as mãos e evite tocar nos olhos, na boca ou no nariz.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a probabilidade de uma pessoa infetada contaminar mercadorias comerciais é baixa. Além disso, o risco de apanhar o vírus através de um objeto que foi transportado e exposto a diferentes condições e temperatura, também é baixo. O ideal é prevenir com as medidas gerais de higiene.


Transmissão a animais de estimação

Segundo a OMS, não há provas de que animais de companhia ou animais de estimação, como gatos e cães, tenham sido infetados, até ao momento, ou que possam transportar e espalhar o novo coronavírus.

No entanto, os estudos realizados até agora sugerem que o novo coronavírus tenha tido origem animal. As informações atuais sugerem que certos tipos de morcegos tenham sido uma das possíveis fontes do vírus. Mas não há evidências de que animais de companhia representem um risco de infeção para seres humanos.

Para se proteger, evite visitar mercados de animais vivos, o contato direto com animais e superfícies em contacto com animais. Além disso, deve garantir sempre boas práticas de segurança alimentar: manuseie carne crua, leite ou órgãos de animais com cuidado para evitar a contaminação de alimentos não cozinhados e o consumo de produtos animais crus ou mal cozinhados.


Quando é que devo fazer o teste?

Se apresentar sintomas de infeção respiratória aguda (início repentino de tosse e/ou dor de garganta e/ou falta de ar), ou se pelo menos 14 dias antes de ter sintomas esteve em contacto próximo com um caso confirmado ou suspeito de infeção por COVID-19, ou se viajou para uma área em que esteja confirmada a transmissão comunitária contínua do vírus, deve contactar o SNS24 ou as autoridades de saúde da sua região.

A Direção-Geral da Saúde apela a quem regressou recentemente da China e que apresente sintomas sugestivos de doença respiratória, durante ou após a viagem, para que não se dirija às urgências hospitalares e contacte o SNS24, informando sobre a sua condição e história de viagem, seguindo as orientações que vierem a ser indicadas.

Também deve contactar as autoridades quem tenha trabalhado ou frequentado instituições de saúde onde tenham permanecido doentes infetados.


Proteja-se a si e aos seus!
A saúde de um, é a saúde de todos!

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